

Morte metafóricaQuando a última flor vir a murchar, E o colibri beijar-lhe o espinho, Eu vou viver só mais um bocadinho, Até que o sol se renda pro luar.
Então eu vou ficar ali, sozinho, Até o colibri não mais beijá-la, E delicadamente vou pegá-la E deixá-la em paz no colarinho.
Então vou ajeitá-la com carinho, Pra que a poesia faça um ninho E possa dar à luz um colibri.
Um belo colibri azul-brilhante, Que se põe a beijar no mesmo instante Em que eu me dei conta que morri. Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 04/09/2025
Alterado em 04/09/2025 Copyright © 2025. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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