No prelo há mais de 50 anos...

O amor, poeta, é como cana azeda, A toda boca que não prova engana. (Augusto dos Anjos)

Textos

Soneto Frankenstein

Um verso sem medida, pé quebrado…

Outro verso sem pé e sem cabeça…

Esperam que a rima não esqueça

Do cheiro dalgum som inusitado.

 

Um verbo nunca antes conjugado,

Um outro por demais defectivo,

Um verbo no presente indicativo,

Um outro futuro do passado.

 

Eis aqui meu soneto Frankenstein.

Embora eu não seja nenhum Einstein

Do verso ou da prosa, sou poeta!

 

E por eu ser poeta, simplesmente,

Escrevo, sem pensar, de trás pra frente,

Uma palavra torta em linha reta.

Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 15/10/2025
Copyright © 2025. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.


Comentários

Site do Escritor criado por Recanto das Letras