

Ouve-me, ouve o meu silêncio. O que falo nunca é o que falo e sim outra coisa. (...) Capta essa outra coisa de que na verdade falo porque eu mesma não posso. Clarice Lispector
A voz do silêncio
Calado sou poeta, alguém me disse. Se falo, digo um monte asneiras. Se me queres ouvir, que tu me queiras Do jeito que eu quis ouvir Clarice.
O silêncio revela a mesmice, Que a voz do poeta sempre esconde, Quando um verso não sabe quando e onde, O poeta consegue ouvir Clarice.
Ouça, portanto, a voz da tua alma. Reverencie o verbo, bata palma… E, corriqueiramente, peça bis.
Escuta o teu silêncio atentamente, E deixa-o dizer como se sente A alma, quando a carne está feliz.
Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 24/10/2025
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