

Uma viagem no trem da vidaE lá se ia eu de pés no chão, A pança abaulada de menino, A passear nas veias do destino, Sem pressa de chegar, sem direção…
Era um final de tarde de verão. O sol, que parecia estar cansado, Ardia levemente ao meu lado, Como se despedisse da visão.
O céu pariu a lua em minha frente E engoliu de vez o sol poente, Com a boca da noite escancarada.
Então eu acordei, já homem feito, Me levantei, assim, meio sem jeito, Olhei pela janela e não vi nada.
Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 12/12/2025
Alterado em 03/03/2026 Copyright © 2025. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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