No prelo há mais de 50 anos...

O amor, poeta, é como cana azeda, A toda boca que não prova engana. (Augusto dos Anjos)

Textos

Vivência poética

Um dia, numa tarde de verão,

O sol ainda ria, distraído…

O vento sussurrou em meu ouvido,

Algo que me tocou o coração.

 

O que me disse o vento não olvido,

Fosse uma mentira inocente,

Dessas que o coração conta pra mente

E a mente finge nunca ter ouvido.

 

Mas não era mentira, finalmente!

Me disse que o sol, dali pra frente,

Não teria mais luz, brilho e calor…

 

E foi nesse momento, exatamente,

Que ao mirar os olhos pro poente,

E vi, embevecido, o sol se pôr.

 

Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 07/01/2026
Alterado em 07/01/2026
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