

Meu Frevo fantasia da saudadeSaí do Piauí pra Pernambuco, Nas asas virtuais da poesia. Eu era inda mocinho e não sabia Manejar, com destreza, o meu trabuco.
Ao pousar em Recife, ao meio dia, Vi sombrinhas rodando sem parar. Apontei meu trabuco para mar, E rezei Padre Nosso, Avé Maria...
De repente, chegou o carnaval, Me pegou, com carinho, pelo braço E assinou o meu primeiro passo De Frevo, sem direito autoral.
Voltei, anos depois, pro Piauí, Sem trabuco, nas asas da saudade. Dancei Frevo em Recife à vontade, E hoje ensaio passos por aqui.
Até meu coração ainda dança, Pelos becos e curvas da lembrança, E teima em perguntar porque parti.
Hoje, que a poesia está sem asa, Eu voo, no jardim da minha casa, Nas asas duma triste Juriti. Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 13/02/2026
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