No prelo há mais de 50 anos...

O amor, poeta, é como cana azeda, A toda boca que não prova engana. (Augusto dos Anjos)

Textos

O Zero cinco

Flavinho entrou na dança,

Se abraçou com Vorcaro

Pra fazer um filme raro,

Construiu uma lambança,

Pôs o irmão na finança

Para cuidar do dinheiro,

Assim disfarçar o cheiro

Da grana que foi lavada:

Um tiquinho, quase nada,

Do que tem no estrangeiro.

 

Zero hum foi o primeiro,

Seguido por Zero dois.

E pra dar nome aos bois,

Zero três foi o terceiro.

São do Rio de Janeiro,

Como Cabral e Pezão,

À espera da prisão,

Na vaga do pai Jair,

Onde haverão de cumprir

A pena do Capetão.

 

Vorcaro, mais um irmão,

Como revelou Flavinho,

Fez da família um ninho

Para os ovos de ladrão,

E, pelo sim pelo não,

Como reza o ditado,

Deu um cheque pré-datado

Pro seu irmão Bananinha

Que reza salve-rainha

para amansar o gado.

 

Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 16/05/2026
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