No prelo há mais de 50 anos...

O amor, poeta, é como cana azeda, A toda boca que não prova engana. (Augusto dos Anjos)

Textos

Desligado

Estou sem bateria de Poeta.

A luz da poesia não acende,

E minha inspiração não mais atende,

Nem mesmo a minha musa predileta.

 

Minh’alma guarda alguma dor secreta,

Que é capaz de calar a minha lira.

E nem mesmo no mundo da mentira,

Meu estro de poeta se aquieta.

 

Ainda assim, escrevo este soneto:

O meu “Patinho Feio” -um Cisne Preto,

Capaz de me acender a poesia.

 

E se algum poeta, por acaso,

Quiser fazer, dos versos, pouco caso,

Eu vou recarregar a bateria.

Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 20/05/2026
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