

Embolando a emboladaVi cobra engolindo sapo Num buraco de tatu. No agouro dum anu, Galo cego enchendo o papo, Canguru dando sopapo, Hiena dando risada, Duende beijando fada, Anão beijando gigante Lá no inferno de Dante, Onde o Saci fez morada.
Também vi Alma penada Rezando pro Satanás. Vi vaca correndo atrás De bezerro na manada, Pavão de cauda baixada, Saruê de rabo erguido, Cochicho de pé d’ouvido Falando mal de vizinho, Vi padre bebendo vinho, Com pó de leite mugido.
Viuva sem falecido Carpindo a dor da vizinha, Muda cantando sozinha Em Si Maior sustenido. Vi um Coelho escondido Num no buraco da cartola, Sapato com meia-sola Humilhar Cromo Alemão, Só nunca, vi meu irmão, Minhoca jogando bola,
Gente rica dando esmola, Preguiçoso dando duro, Sombra preta no escuro, Trilhos de trem sem bitola, Poeta bom da cachola, Jegue calçando chinelo, Conto de rei sem castelo, Não ter rima pra Raimundo… E ter a Copa do Mundo Sem nosso Verde-Amarelo. Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 28/05/2026
Alterado em 28/05/2026 Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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