

A gente pensa uma coisa, acaba escrevendo outra e o leitor entende uma terceira coisa. Mario Quintana A coisa da coisaEu estava aqui pensando Em escrever um soneto! Pensei branco e disse preto, Pra sempre de quando em quando... Obedeci porque mando, Mandei porque obedeço Botei o fim no começo, E o começo no fim, E fiz um verso pra mim, Sabendo que não mereço. Virei o mundo ao avesso, Pra encotrar uma rima, Caí de baixo pra cima, Sem tropeçar no tropeço, Botei o meu endereço Onde jamais moraria, Troquei João por Maria E Florbela por Quintana, E um final de semana, Por segunda, quem diria! É que fui à pescaria Lenvando anzol sem linha, Dua latas de sardinha, Uma cheia outra vazia, Botei a lua de dia E o sol na noite escura, E criei a criatura Mais bonita do planeta: Uma versão do capeta, De cem metros de altura. Eu ecrevi: pomba-preta, E alguém leu: pomba-dura. Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 23/10/2026
Alterado em 23/10/2026 Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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