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Incondicionalidade
Depois de uma noite de orgia, o ébrio adormeceu por sobre a mesa. Dormiu -face colada na despeza- com ar de quem pagou o que devia. O copo ainda cheio, a mão vazia; um toco de cigarro sem fumaça; um guardanapo, um resto de cachaça; vestígios de ilusão e poesia. O bar cerrou as portas. Era dia! A garçonete cobra-lhe a gorjeta. E lá se foi o ébrio pra sarjeta juntar-se à sua nobre companhia: Um cão, que ao amigo se sujeita e lambe-lhe os ais que balbucia.
Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 11/03/2008
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