![]() Abstração
Abraçam-se amores-carocóis, quais sombras sensuais do abstrato. A alma se revela em um retrato como fosse centelha de dois sóis. A ceia do artista tinge o prato, enquanto eriça o seio da paixão, que, rijo, se entrega à mesma mão que torna cada risco um mesmo ato. A poesia brinca em cada traço, como se apertasse o abraço até chegar ao ponto de fusão. E cá, do outro lado da vidraça, há um poeta grato pela graça de ter o privilégio da visão. Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 30/08/2021
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