![]() Soneto para o pum de meninoQuando menino o pum não tinha cheiro. Ou se tinha, ninguém dava atenção. Meu pai chamava peido de trovão, E quem soltava pum, de peidorreiro.
O pum, desde que deus obrou Adão, Vem antes do cocô, no mundo inteiro. Pois que quando o cocô chega primeiro, O Criador refaz a criação.
Quando menino podia soltar pum, Fosse de bucho cheio ou de jejum, Na frente de estranho ou conhecido.
Hoje, se solto um pum, aquela gente, Que outrora mentia, diz que sente Muito antes de ouvir o estampido. Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 20/02/2023
Alterado em 28/02/2023 Copyright © 2023. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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