![]() Soneto surreal VIIIJá não tenho neurônios pra repor Os espaços vazios na memória. Tampouco encher as valas da história, Seja história de ódio ou de amor.
Já não sinto nas veias o calor Quando o sangue visita a minha entranha. Já não sinto na alma a paz tamanha, Que a rosa empresta ao beija-flor.
Já não sinto saudade do passado. Já não sonho dormindo ou acordado. Já não sei se sou eu ou arremedo…
Já não sei se escrevo a poesia, Que esconde e revela o que eu sentia Quando tinha neurônios de brinquedo.
Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 17/03/2023
Alterado em 18/03/2023 Copyright © 2023. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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