No prelo há mais de 50 anos...

O amor, poeta, é como cana azeda, A toda boca que não prova engana. (Augusto dos Anjos)

Textos

Desenho surreal

Desenhei um coqueiro na parede,

Sem o coco e sem palma, simplesmente

Um coqueiro que nasceu na minha mente,

Bem quando a poesia tinha sede.

 

Mas não tinha parede, tão somente

Uma janela aberta outra fechada,

Uma pá um enxó, uma enxada...

E um carvão, em brasa, ainda ardente.

 

Desenhei o coqueiro com grafite.

E hoje eu lhe peço: acredite

Que agora dá coco e abundância.

 

Pois ele é um coqueiro surreal,

Que verte água de coco no quintal,

Pra nutrir fantasias de infância.

Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 14/02/2025
Alterado em 14/02/2025
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