No prelo há mais de 50 anos...

O amor, poeta, é como cana azeda, A toda boca que não prova engana. (Augusto dos Anjos)

Textos

Carnaval do Arlequim de Miró

O Arlequim vê tudo ao avesso:

Os seios são os pés da Colombina,

A boca toma a forma da vagina,

E o fim vem muito antes do começo.

 

A lua se dissolve na neblina,

Enquanto o sol refresca o ambiente.

A chuva faz o fogo ficar quente,

E o mestre aprende mais do que ensina.

 

O mundo Surreal impressiona,

Porquanto, até a Lisa ri da Mona,

Pendaurada no Louvre, em Paris.

 

Eu sou o Arlequim dessa pintura:

Um poeta em transe de loucura,

Que sabe muita merda, mas não diz.

Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 27/02/2025
Alterado em 27/02/2025
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