![]() O voo da abelhaA a belha rainha ainda voa Em volta dum caroço de romã, Perto das nove horas da manhã, Como quem leva a vida numa boa.
Um zumbido do voo inda ecoa Na lembrança melada do poeta, E voo da abelha se completa, Quando o bardo carece andar à toa.
A abelha escrava, a operária, Que procura um flor imaginária, Pra que possa fazer sua colméia,
Só consegue voar junto à rainha. E se acaso se atreva, a coitadinha Vai virar odisseu sem odisseia. Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 27/02/2025
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