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O amor, poeta, é como cana azeda, A toda boca que não prova engana. (Augusto dos Anjos)

Textos

O voo da abelha

A a belha rainha ainda voa

Em volta dum caroço de romã,

Perto das nove horas da manhã,

Como quem leva a vida numa boa.

 

Um zumbido do voo inda ecoa

Na lembrança melada do poeta,

E voo da abelha se completa,

Quando o bardo carece andar à toa.

 

A abelha escrava, a operária,

Que procura um flor imaginária,

Pra que possa fazer sua colméia,

 

Só consegue voar junto à rainha.

E se acaso se atreva, a coitadinha

Vai virar odisseu sem odisseia.

Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 27/02/2025
Alterado em 27/02/2025
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