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O amor, poeta, é como cana azeda, A toda boca que não prova engana. (Augusto dos Anjos)

Textos

"Cada ideologia tem a inquisição que merece", Millôr Fernandes

Patrulhamento ideológico

Se sou o que eu sou, eu devo a mim.
Não me acovardo frente ao avesso,
pois tenho a consciência que mereço
levar meus ideais até o fim.

A vida, camarada, cobra um preço
pra quem come ideias ou capim;
pra quem mata com bala de festim,
quem defeca no fim desde o começo.

Não me amedronta a bala na agulha,
nem a tinta e a pena do Ofício
que consome a metira, como um vício,
e professa a vileza da patrulha.

Eu marcho, a carregar a poesia,
por onde o ódio anda em procissão,
com um poema alerta, em prontidão,
junto aos filhos paridos por Sophia.

Sou indene ao tropel da covardia
e dos inquisitores de plantão.
Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 02/11/2018
Alterado em 29/01/2019
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